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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2021

Produção textual - 2º A e B - Professora Anita Martins

 Bom dia.

Com base no que estudamos sobre poemas, produza um poema com as seguintes características:

3 estrofes

4 versos de 7 sílabas 

Com rima Emparelhadas 

Tema: separação ( amor)

Eu lírico : feminino

 

Para produzir o seu textoCLIQUE AQUI



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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2021

PRODUÇÃO TEXTUAL - 2º A e B - PROFESSSORA ANITA MARTINS

 Bom dia.

Conforme combinado estou enviando a atividade que deverá ser entregue até terça, dia 09/02/2021.

Um abraço a todos.

Meus oito anos

Casimiro de Abreu

Oh! que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!
Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
À sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais!

Como são belos os dias
De despontar da existência!
– Respira a alma inocência
Como perfumes a flor;
O mar é – lago sereno,
O céu – um manto azulado,
O mundo – um sonho dourado,
A vida – um hino d’amor!

Que auroras, que sol, que vida,
Que noites de melodia
Naquela doce alegria,
Naquele ingênuo folgar!
O céu bordado d´estrelas,
A terra de aromas cheia,
As ondas beijando a areia
E a lua beijando o mar!

Oh! dias de minha infância!
Oh! meu céu de primavera!
Que doce a vida não era
Nessa risonha manhã!

Em vez das mágoas de agora,
Eu tinha nessas delícias
De minha mãe as carícias
E beijos de minha irmã!

Livre filho das montanhas,
Eu ia bem satisfeito,
Da camisa aberto o peito,
– Pés descalços, braços nus –
Correndo pelas campinas
À roda das cachoeiras,
Atrás das asas ligeiras
Das borboletas azuis!

Naqueles tempos ditosos
Ia colher as pitangas,
Trepava a tirar as mangas,
Brincava à beira do mar;
Rezava às Ave-Marias,
Achava o céu sempre lindo,
Adormecia sorrindo
E despertava a cantar!

[…]

Oh! que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!
– Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
À sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais!

 

01.  O poema de Casimiro de Abreu reflete sobre a infância, vista no texto de maneira idealizada. De acordo com o eu-lírico:

A)   A infância sempre parecerá aos olhos do indivíduo como pura e perfeita, porém logo percebe-se de que tudo é idealização.

B)   Apenas  a infância vivida no campo, no meio da natureza, pode ser considerada feliz e completa.

C)   O presente revela-se triste e repleto de desilusões, contrastando com um passado feliz, cheio de realizações.

 

02.  A valorização da natureza é um traço marcante do Romantismo Brasileiro. Destaque do poema versos em que a natureza passa a refletir o estado de espírito do eu-lírico.

 

03.  As características do Romantismo encontradas no poema de Casimiro de Abreu são:

A)   A abordagem de temas ligados a questões sociais e a reflexão sobre problemas existenciais.

B)   A opção pela visão idealizada da vida e o culto à natureza.

C)   A preocupação social do eu-lírico e a visão idealizada do passado.

 

04.  O poeta utiliza-se dessa visão idealizada do passado como forma de escapismo, fugindo assim do momento presente, visto de maneira pessimista. Que versos do poema revelam esse presente pessimismo?

 

05.  Nos versos “Oh ! que saudades que eu tenho / Da aurora da minha vida, / Da minha infância querida / Que os anos não trazem mais !”, o eu-lírico expressa:

A)   A alegria com a certeza de que esse passado feliz terá consequências no presente.

B)   A angústia diante de um passado inegavelmente idealizado.

C)   O saudosismo sentido, confirmando que esse passado não irá refletir-se no presente.

 

06.  Prosopopeia, ou personificação, é uma figura de linguagem em que são atribuídas ações ou qualidades de seres animados a seres inanimados, ou características humanas a seres não humanos.

Considerando a definição apresentada, os versos do poema “Meus oito anos”, de Casimiro de Abreu, em que podem ser encontrados a referida figura de linguagem é:

A)   “As ondas beijando a areia,   E a lua beijando o mar!”

B) Naquelas tardes fagueiras À sombra das bananeiras, Debaixo dos laranjais!

 



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segunda-feira, 25 de janeiro de 2021

PRODUÇÃO TEXTUAL 2º ANO, TURMAS A/ B - MATUTINO - PROFESSORA ANITA MARTINS

 Bom dia.

Estamos iniciando o nosso bimestre.

O nosso primeiro conteúdo é gênero poema. Faremos um pequeno estudo para relembrarmos este conteúdo.

Segue abaixo o conteúdo que estaremos vendo.

Poema e Poesia

 

O texto poético se caracteriza por privilegiar o prazer estético da leitura. Os gregos chamavam de poiésis ao “ato de criar algo”. Portanto, a poesia pertence à ficção, pois trata-se de um processo criativo e de algo inventado.

A poesia

 

De modo geral, entende-se por poesia a emoção, o aspecto imaterial do texto. Assim, podemos encontrar poesia em poemas, canções, textos narrativos, peças publicitárias, pinturas e filmes, por exemplo.

 

A seguir são apresentados textos de caráter poético: o primeiro é uma manifestação em versos e o segundo, em prosa.

 

    Eu faço versos como quem chora Fecha o meu livro, se por agora De desalento… de desencanto… Não tens motivo nenhum de pranto.

 

“Desencanto”, Manuel Bandeira.

 

    Verdes mares bravios de minha terra natal, onde canta a jandaia nas frondes da carnaúba; Verdes mares, que brilhais como líquida esmeralda aos raios do sol nascente, perlongando as alvas praias ensombradas de coqueiros;

    Serenai, verdes mares, e alisai docemente a vaga impetuosa, para que o barco aventureiro manso resvale à flor das águas.

 

Iracema, José de Alencar.

 

O poema

 

E muito comum o emprego das palavras “poesia” e “poema” como sinônimas. Porém poesia é algo imaterial e poema é um gênero textual com características de estrutura próprias.

 

No poema, há versos, métrica, estrofes, rimas e ritmo. E possível que não encontremos poesia em determinado poema, que ele não nos sensibilize, assim como é possível nos sentirmos emocionalmente tocados diante de um verso.

Estrutura do texto poético

 

Cada linha de um poema corresponde a um verso. O verso é a unidade poética:

 

    Alma minha gentil que te partiste

 

Camões.

 

Estrofe é um agrupamento de versos:

 

    Alma minha gentil que te partiste

    Tão cedo desta vida, descontente,

    Repousa lá no céu eternamente

Rima

 

A rima é o resultado de sons iguais ou semelhantes entre as palavras, no meio ou no final de versos diferentes. Há vários tipos de rima:

 

Quanto à posição na estrofe:

 

a) Cruzada ou alternada: (ABAB) O primeiro verso rima com o terceiro, e o segundo com o quarto:

 

    “Cheguei, chegaste. Vinhas fatigada A

    E triste, e triste e fatigado eu vinha; B

    Tinhas a alma de sonhos povoada A

    E a alma de sonhos povoada eu tinha.” B

 

(Olavo Bilac)

 

b) Interpolada: (ABBA) O primeiro verso rima com o quarto, e o segundo com o terceiro:

 

    “Para canto de amor tenros cuidados. A

    Tomo entre voz, ó montes, o instrumento; B

    Ouvi pois o meu fúnebre lamento; B

    Se é que compaixão dos animados.” A

 

(Cláudio Manuel da Costa)

 

c) Emparelhada: (AABB) O primeiro verso rima com o segundo, e o terceiro com o quarto:

 

    “Manhã de junho ardente. Uma encosta escavada A

    seca, deserta e nua, à beira de uma estrada A

    Terra ingrata, onde a urze a custo desabrocha B

    bebendo o sol, comendo o pé, mordendo a rocha.” B

 

(Guerra Junqueiro)

 

d) Internas: Quando rimam palavras que estão no fim do verso e no interior do verso seguinte:

 

    “Salve Bandeira do Brasil querida

    Toda tecida de esperança e luz

    Pálio sagrado sobre o qual palpita

    A alma bendita do país da Cruz.”

 

e) Misturadas: Não tem esquema fixo.

 

f) Versos brancos ou soltos: São os que não tem rima.

 

Quanto à tonicidade

 

a) Agudas: Quando rimam palavras oxítonas ou monossilábicas: a/mor e com/por; a/mém e Be/lém.

 

b) Graves: Quando rimam palavras paroxítonas: an/ta e man/ta; qui/os/que e bos/que.

 

c) Esdrúxulas: Quando rimam palavras proparoxítonas: má/gi/co e trá/gi/co; li/ri/co e o/ní/ri/co.

 

Quanto à sonoridade

 

a) Perfeitas: Há uma perfeita identidade dos sons finais: festa e manifesta; cedo e medo.

 

b) Imperfeitas: Quando não há uma perfeita identidade dos sons finais: céu e breu; sais e paz.

 

c) Consoantes: Quando há os mesmos sons a partir da última tônica: perto e incerto; dezenas e apenas.

 

d) Toantes: Quando só há identidade com a vogal tônica do verso: terra e pedra; vela e terra.

 

Quanto ao valor

 

a) Pobres: Quando rimam palavras da mesma classe gramatical: amor e flor; meu e teu.

 

b) Ricas: Quando rimam palavras de classes gramaticais diferentes: festa e manifesta; cedo e medo.

 

c) Raras: Quando rimam palavras de difícil combinação melódica: cisne e tisne; leque e Utreque.

 

d) Preciosas: São rimas artificiais, decorrentes da combinação de um nome com a forma verbo-pronome: tranquilo e ouvi-lo; estrela e vê-la.


 

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